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Sólis já havia sido derrotado pelo atual presidente Oscar Arias em 2006 por uma diferença mínima de votos.
A candidata governista Laura Chinchilla, de 50 anos, tornou-se nesse domingo a primeira mulher a chegar à presidência da Costa Rica. Com mais de 80% dos votos apurados, Chinchila, do Partido Liberação Nacional (PLN), havia obtido 47% do total de votos, com folgada margem sobre os 40% que ela precisava para se eleger no primeiro turno. Depois de anunciado o resultado, Chinchilla - que era vice do atual presidente Oscar Arias - se reuniu com seus eleitores, na noite de domingo, para comemorar a vitória em um hotel na capital, San Jose. "Obrigado, Costa Rica. Este é certamente um momento de felicidade, mas acima de tudo de humildade... Eu não trairei a confiança de vocês", declarou ao público. O segundo colocado, Ottón Solís, do Partido da Ação Cidadã (PAC), obteve 25% dos votos e reconheceu a derrota."Com todo o respeito, nós aceitamos a realidade", disse ao seus eleitores. Sólis já havia sido derrotado pelo atual presidente Oscar Arias em 2006 por uma diferença mínima de votos. Já Otto Guevara, do Movime nto Libertário (ML), terminou a disputa com 21% dos votos e também felicitou a "nossa presidente Laura Chinchilla". A expectativa é de que Chinchilla dê continuidade às políticas moderadas de promover o livre mercado e acordos bilaterais, adotadas por seu antecessor. Seu partido também apostou na experiência de Chinchilla como ministra da Segurança Pública e da Justiça para atrair eleitores preocupados com a segurança, um crescente problema no país. A Costa Rica tem 4,5 milhões de habitantes, não tem Exército e é normalmente visto como uma ilha de estabilidade na América Latina, mas recentemente o país tem sofrido com a violência por estar na rota internacional do narcotráfico. A nova presidente da Costa Rica, formada em Políticas Públicas pela Universidade de Georgetown, é conhecida por sua postura conservadora - ela é contra a legalização do aborto, por exemplo. O partido de Chinchilla, o PLN, domina a política no país há seis décadas.
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